A escola planeja.
O campo colhe.
Um ecossistema de longo prazo para que a demanda da escola vire plano de produção da agricultura familiar — a tempo de plantar.
Apresentação ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar · agosto de 2026
Ela produz. A escola a doze quilômetros precisa. Os dois não se encontram a tempo.
Macaxeira, coentro, tomate
Quintal produtivo, mão de obra da família, safra que depende de chuva e de sinal de quem vai comprar.
Documento, prazo, informação
Extrato do CAF vencido. A chamada pública sai com trinta dias de antecedência — e o coentro leva sessenta para nascer.
Saber antes de plantar
O agente chega com a informação que ela quer: o que a escola vai precisar em junho, quanto, e que papel regularizar até lá.
A lacuna não é de norma nem de recurso. É de informação em tempo de planejar.
dos recursos federais do PNAE devem ir à agricultura familiar desde 1º de janeiro de 2026 — Lei 15.226/2025. Eram 30%.
do valor comprado de família individual deve estar em nome da mulher — Lei 14.660/2023. Hoje é declaratório; pode ser medido.
é o último ano com dado público de execução por município. Nenhum gestor sabe, antes de fechar o ano, se está perto ou longe.
As fases da compra já têm dono. Entramos antes da primeira e depois da última.
A régua é do próprio grupo que construiu o Assistente PNAE: treze fases, cobertura declarada nas fases 6 a 10. Não duplicamos transação que já tem dono — a compra continua onde está.
A roda começa a girar na primeira entrega.
O sistema orquestra informação e pessoas. Nunca processa pagamento, nunca opera logística. O mesmo agente, o mesmo esforço — com retorno que hoje não existe.
Não é um aplicativo. É uma visita que passa a valer a pena.
Sabe o que plantar e quando, antes de a chamada sair. Regulariza o documento a tempo. Vende à escola ao lado — até R$ 40 mil por ano, por CAF, por entidade compradora.
A produção é registrada por pessoa, não por domicílio. O que hoje é declaratório — 50% em nome dela — passa a ser medido, e ela aparece.
Deixa a caderneta no escritório. Registra sem sinal, na propriedade. E volta com a informação que a família quer — a visita ganha razão de ser.
Monta o cardápio sabendo o que o território produz. Deixa de pedir abobrinha em agosto quando o território tem abóbora.
Alimento fresco, de perto, no prazo. E quando a entrega falha, alguém vai até a família — em vez de cortá-la da próxima chamada.
Um painel por território: quanto da necessidade da escola a agricultura familiar local consegue suprir — antes de fechar o ano, não depois.
Quem ligou escola e produtor pela tela encontrou o mesmo vazio: o lado da oferta.
dos produtores concluíram uma venda no único piloto mundial do conceito, com avaliação randomizada. 24% chegaram ao treinamento.
agricultores cadastrados frente a cerca de 3,9 milhões de CAFs, três meses após a resolução. A plataforma existe; a última milha ainda não chegou ao produtor.
de uso documentado após dois anos. Boa tecnologia, base científica publicada — e o produtor precisa se cadastrar sozinho, pela web.
Nada do que existe é substituído. Tudo o que existe recebe o que lhe falta.
O Brasil não precisa de mais um app do PNAE. Precisa que o próximo não morra.
das soluções digitais de projetos do FIDA deixam de ser usadas quando o projeto fecha. Nas palavras do Fundo: modelo insustentável e ausência de estratégia de saída.
Sistema desenvolvido por autarquia é código aberto por força de lei — art. 16 da Lei 14.063/2020. Universidade federal é autarquia. Não é promessa: é consequência.
de um sistema mantido por um instituto federal, hoje em 99 instituições, 15 delas prefeituras. O modelo universitário funciona no Brasil.
- Custódia institucional desde o dia 1 — domínio, repositório e contas no nome da instituição
- Código aberto, licença explícita, registro no INPI
- Transferência à TI da Embrapa, com capacitação registrada
- Janela de sustentação orçada — horas, escopo e SLA nomeados
- Governança de dados e LGPD declarada, auditoria antes da produção
- Linha de base medida antes de o sistema existir
- Validade declarada do dado — capacidade produtiva é sazonal
- Plano de saída: quem hospeda, custeia e responde depois
O projeto promete acesso ao PNAE. Nós entregamos o mecanismo.
90 mil famílias · 30 territórios · 10 estados · ao menos 50% mulheres, 30% jovens, 7% povos e comunidades tradicionais. Cerca de 31 mil famílias com ATER no Componente 1 — a população que o app instrumenta.
Universidade federal empenha em cinco dias, ad referendum, sem esperar conselho. Para quem tem meta de desembolso no exercício, é diferencial financeiro, não retórico.
Seis meses para a roda girar. Trinta e seis para ela girar em todo lugar.
O laço fecha em um território
- App de campo Android, offline, com georreferência da propriedade
- Plataforma web com módulo da nutricionista
- Cruzamento oferta × demanda devolvido ao agente
- Em campo no mês 3, não no mês 6
- Linha de base medida antes de começar
A base alimenta quem compra
- Interoperabilidade com Contrata+Brasil e Assistente PNAE
- Conformidade da entrega virando visita
- Canal do produtor por mensagem
- Escala aos demais territórios com sustentação assistida
Um cadastro, vários compradores
- A mesma oferta verificada serve à compra institucional — hospitais, restaurantes universitários, PAA
- Inteligência territorial: onde falta oferta, para direcionar ATER, água e crédito
- Transferência completa à TI da Embrapa
Junho. A escola vai precisar de 300 kg de coentro.
A nutricionista sobe o cardápio do semestre. O cruzamento mostra: o território cobre 40% do coentro. Faltam 180 kg.
A lacuna chega ao app de três agentes. Na visita, cada um orienta duas famílias: plantar agora, regularizar o CAF até maio.
A secretaria publica a chamada — no Contrata+Brasil, no Assistente PNAE ou no rito que já usa. Seis famílias aptas, com oferta verificada, concorrem.
300 kg entregues. Uma entrega atrasou dois dias: a nutricionista registra, o agente visita a família na semana seguinte. Ninguém foi cortado.
Sem os passos de março, o que existe em maio é uma chamada deserta. Com eles, a visita do agente virou renda para seis famílias — e o dado que a lei pede passou a existir.
Quatro respostas que bifurcam o desenho.
- Agentes de ATER — acesso, disponibilidade e até quando estão pagosÉ quem opera a máquina. Se o contrato termina dentro da vigência, nenhuma decisão de produto compensa.
- Territórios com ação escolar — cinco ou sete?Define o dimensionamento, a mobilização e a meta de famílias. É a mais barata de resolver.
- A caderneta padronizada — podemos recebê-la agora?É a especificação do formulário do agente. Sem ela, desenhamos no escuro.
- Dados de execução do Contrata+Brasil — há acesso, ou previsão?É o que fecha o laço de verdade: o que foi contratado, para quando — e o desvio virando visita.
A demanda da escola vira plano de produção da agricultura familiar.
Executor: universidade pública federal. Ativo: do Estado. Operador: o agente que já está no campo.
Embrapa Alimentos e Territórios · Instituto de Computação da UFAL · Projeto Dom Hélder Câmara III